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sexta-feira, 6 de março de 2020

Atualização

Bitmoji Image

Olá Spooks, tudo bem?
Sei que não venho aqui há mais de ano, mas não tinha tempo.
Ultimamente não tenho tido tempo pra muitas coisas e isso vem me deixado um pouco mais ansiosa do que realmente sou e, seguindo minha nova política de não se preocupar mais tanto quanto antes para não ter um ataque cardíaco, acabo ficando em estágio de hibernação psicológica. O corpo e a mente vão agindo no automático e eu vou adiando as coisas até conseguir efetivamente fazê-las, o que acaba sendo muito tarde algumas vezes.
Talvez seja uma crise passageira, ou porque está muito perto de eu fazer os meus 26 anos e isto seja estar um passo mais perto dos 30 que dos 20 ou a crescente gama de papéis que eu tive que começar a desempenhar neste último ano, mas simplesmente não estou conseguindo dar conta de tudo. Nessa correria toda eu tenho que ser tudo e não estou conseguindo ser boa o suficiente em nenhuma das áreas. Nem uma ótima mãe pras minhas gatas, nem ótima esposa, filha, irmã, profissional, colega de trabalho, sobrinha, neta, nora, prima ou amiga. Este último é ainda pior, por outro motivo que eu ainda tenho mais dificuldades: redes sociais.
Eu sei que as redes sociais e o Whatsapp hoje são quase essenciais para a construção dos relacionamentos e manutenção destes e simplesmente não sei ainda lidar com isso.
Hoje se é cobrado mandar mensagens, visualizar status, responder mensagens e mandar áudios para conseguir manter os relacionamentos em dia, coisa que eu simplesmente não estou acostumada a fazer. Há mais de dois anos eu não tenho whatsapp, entro pouquíssimo no face, e quase não mexo no Instagram, pois não são coisas que eu considero tanto. O bom e velho telefonema, visita e carta ainda são importantes para mim e, no meu caso, o único meio de comunicação realmente efetivo e, com a correria do meu dia e das outras pessoas eu não teno mantido minhas relações em dia.
Sabe, antigamente eu era a pessoa que ia atrás de todo mundo. Eu que ia visitar, mandava cartas, ligava, chamava pra sair e tals, mas as redes foram tomando conta e eu não fui me adaptando. Sei lá, uma conversa por telefone exige uma resposta imediata e tem interação imediata. Eu sei que algumas redes tem disso também, mas não é como o MSN de antigamente por exemplo que pra falar com a pessoa ela tinha que estar online ali. A comodidade de poder responder quando puder acabou atrapalhando. Eu simplesmente não soube lidar e acabei perdendo contato com pessoas que eram muito importantes pra mim e, a falta de contato direto me deixou com remorso e medo de ir visitar ou ir atrás de pessoas que eu não falava havia anos e isso só me afastou mais ainda.
Agora que eu estou morando na minha própria casa a situação só agravou. Hoje se eu não mando mensagem, se não vejo a rede social das pessoas, eu nem sei o que acontece na vida delas. Como eu disse, eu era a pessoa que ia atrás, mas devido aos tantos papéis que eu tive que começar a exercer e as responsabilidades que vieram com estes, eu simplesmente não posso ser mais essa pessoa, eu já não consigo mais ser.
Isso tem me afetado bastante, ainda mais a crescente cobrança por parte dos outros de ir atrás, mandar mensagem, ter whatsapp, ver no face, etc. Parece que se eu não faço essas coisas eu não sou uma boa amiga ou parente, sei lá. E outra coisa que também piorou este quadro é que agora, e a cada dia que passa eu conheço mais e mais pessoas e não estou dando conta de administrar isso também. Eu entrei em uma crise tão grande que, se não tivesse tido ajuda, provavelmente só eu e minha esposa teríamos ido à minha festa de casamento. 
Foi tudo tão corrido e tão desesperador que eu simplesmente não convidei ninguém. Sabe, eu pensei em fazer o evento no face e chamar todo mundo, afinal, esse é o jeito mais apropriado hoje pra isso aparentemente, mas fui orientada que seria melhor mandar pelo whats ou falar pessoalmente, o que simplesmente não deu pra fazer. Isso é algo que vem me perturbando bastante e ninguém consegue me entender. "Ah, mas você tinha que ter convidado fulano" ou "Nossa, você nem me convidou" ou "nossa, fiquei chateada, nem sabia que você tinha casado se não tivesse fotos no face", etc. Isso vem me chateando de uma maneira tão intensa que vocês não têm noção. Não foi fácil tentar fazer e organizar tudo isso sozinha e ninguém vê essa parte. Na semana do casamento eu tinha trabalhado, ido atrás de empréstimo, vestido, sapato, tinha consertado coisas em casa que não podiam esperar pra depois. Minhas tias por parte de pai ainda ajudaram mandando um convite que elas mesmas fizeram pra parte da família, mas não é como se alguém fora elas tivesse se oferecido pra me ajudar nisso. A Jéss tinha acabado de entrar pra família e nem conhecia ninguém, não pude contar nem com ela. E ainda mais, faltando apenas dias pro casamento, o restaurante que tínhamos reservado mudou a política de atendimento, justamente o diferencial que nos havia levado à escolhê-lo e eu fiquei sem chão. Seguir dicas de pessoas de procurar outros lugares também não ajudou, eu não tinha tempo e esse contratempo só piorou mais. Só sei que resolvemos manter a escolha na mesma semana do casamento, o que foi muito em cima da hora e muitas das pessoas que eu efetivamente chamei não puderam ir pois já tinham compromisso. Eu sei que eu não deveria me culpar por isso, e queria muito que as pessoas entendessem meu lado, mas não entendem. Ser adulto é ter obrigação de dar um jeito pra tudo, independente de quantas coisas você já esteja dando um jeito e isso me mata. E me mata mais ainda não saber lidar com isso.
Por isso, Spooks, caso algum de vocês seja do meu círculo pessoal, me desculpe não ter te convidado pro meu casamento, por não estar mantendo contato constantemente com você e estar sendo essa péssima pessoa ultimamente. Eu quero dar um jeito, como qualquer um, mas ainda não consigo.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Minha Visão sobre a Síndrome de Burnout


Olá Spooks, tudo bem?
Vocês já ouviram falar sobre a síndrome de Burnout? Pois é, até pouco tempo eu não fazia idéia do que era, porém conversando com minha mãe, dizendo que eu estava preocupada com minha saúde mental, amedrontada com a possibilidade de estar novamente com depressão e por estar sofrendo um alto nível de stress, ela me disse que sua professora havia falado nessa tal síndrome e que ela havia lembrado de mim na hora.
Eu como a curiosa que sou fui no Google e pesquisei o que era, in ou felizmente me encontrando totalmente inserida na definição.
Alto nível de estresse, baixo de concentração, uma necessidade imensa de tentar me provar boa no meu trabalho (porém ao mesmo tempo me achando um fracasso), um cansaço enorme e esgotamento físico, emocional e mental; autocrítica exacerbada, não conseguir mais controlar minhas emoções e segurar meus pensamentos no trabalho, palpitação, dores musculares intensas, pressão elevada sem motivo aparente, tensão, o fato de não estar conseguindo dar conta de tudo apesar da extrema necessidade de e a frequente depressão, desesperança e vazio de sentimentos bons, vontade de sumir e desistir de tudo com a vã ilusão de que umas férias me renovariam.
Pois é Spooks, essas são apenas algumas das coisas que eu estou sentindo. Pelo menos agora sei qual o nome disso e sei que não sou só eu que estou afundando neste barco.
Num quadro geral, para ilustrar, eu me sinto um copo cheio, um copo que no início era fumê, mas que devido ao líquido denso que tem dentro de si, já não consegue esconder esse interior escuro, barulhento e violento. Um copo que já não tem como encher, que absorveu tudo de ruim que podia, sem espaço para mais, que espirra as gotas negras que pingam em si em vez de as absorver e transborda e transborda cada vez mais. Este líquido denso que já o tornou transparente vai fragilizando cada vez mais o copo e cada gota nova que respinga vai causando uma pequena trinca, e depois uma rachadura, até ele quebrar.
Trazendo isso para a vida real, eu sou apenas o copo. Todas as frustrações, traumas e ataques feitos a mim foram absorvidos e eu aceitei-os em meu interior, sempre calada, sempre disfarçando pra ninguém enxergar como eu estava realmente, sendo fumê. Os anos foram passando e eu fui acumulando esses sentimentos negativos, densos e negros dentro de mim, até agora, o ponto que eu já não consigo fingir que eu estou bem, porque transparece minha amargura na minha cara, nesse vidro que agora se tornou transparente. Agora, que já cheguei no meu limite, que o copo encheu, nada mais entra e todas as críticas que chegam já são rebatidas, todas as palavras amargas que chegam são instantaneamente refletidas, com puro ódio. Tudo se paga na mesma moeda. Nada mais entra e eu já não sou quase o copo que eu era. O líquido sujo que havia dentro de mim danificou minha estrutura e meu corpo já não aguenta mais. Minhas costas doem, meu coração dói. E aquela esperança de que umas férias vão me melhorar cai por terra: a única coisa que vai mudar é que o copo não vai mais encher, mas ele não vai esvaziar. E pouco a pouco o copo se perde e se torna o líquido que o preenche. É muito líquido pra pouco copo e uma estrutura frágil demais pra suportar. Estou sem forçar e sem vontade nenhuma de agir, de continuar. Uma pessoa cansada, sem sonhos e sem objetivos, sem razão pra continuar aqui. Um copo sem sustentação.
Eu não sei se vocês entenderam alguma coisa disso tudo Spooks, nem sei se quero que entendam.
Ultimamente eu tenho pensado em quebrar o copo e deixar o líquido escorrer, deixando alguns cacos intactos ainda, pra que reste nem que for um pedaço do que já fui eu. Infelizmente ou não, tem pessoas que não me deixam quebrar, por mais que eu veja isso como uma solução.
Talvez eu precise de um daqueles saquinhos purificadores de água da P&G, ou uma forma de esvaziar pra conseguir pelo menos respirar um pouco. Mas como eu faço isso? Não faço idéia.
Talvez a solução seja mais simples que a de quebrar o copo, mas eu não consigo ver, tá muito denso isso tudo dentro de mim.
Eu sei que Burnout significa esgotada, o que implicaria em me sentir vazia, mas pelo meu ponto de vista esse esgotamento vem do excessivo uso de força para aguentar o trabalho e as dificuldades do dia-a-dia.
Preciso da solução, estou cansada, exausta, sem forças pra procurar.
Não estou com um vazio, estou com um cheio, então antes de falar que é falta de Deus no coração, conheça primeiro minha relação com Ele.
Como eu disse: cheia. Desculpem.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Crise dos 20 e tantos



Olá Spooks, tudo bem?
Percebi que toda vez que venho aqui eu me explico. Sempre me desculpo e falo o porquê de eu estar sumida, o que me levou a "desaparecer" por um tempo do blog, etc. Mas a partir de hoje não. Se eu tiver que falar o que vem acontecendo na minha vida, será porque eu quero desabafar, e não por explicações, porque eu já sou crescida e não devo explicações a ninguém. Isso mesmo, estou rebelde, essa é a fase, me deixa kkk.
Falando nessa fase, ô fase hein?
Não me considero mais criança, nem tampouco adulta. Tipo aquela música da Sandy "Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem". Não consigo me encaixar em nenhuma dessas classificações. Lembrando que "adolescente" não é uma opção. Passei bem longe dessa fase e mesmo assim ainda estou no meio.
Mas a culpa de tudo isso não é minha. A culpa real é da sociedade. Essa mania estranha de criar padrões, querer classificar e agrupar tudo, colocar tudo em caixinhas específicas separadas dentro de outras caixinhas que estão dentro de outras e mais outras. Confesso que para um computador isso é ótimo. Fazer pastas e classificar todos os seus arquivos, por categorias, datas ou importância é ótimo, facilita a vida, mas fazer isso com pessoas, isso acho que já é demais. Você exagerou sociedade.
Somos pessoas, seres mutáveis, racionais. Definir o que é ou não adequado para "crianças até 4 anos"; "crianças de 5 a 12"; "adolescentes", "adultos", "idosos", etc, é arcaico e ridículo. Idade mental é coisa que não existe em minha opinião. Definir o que é uma atitude ou comportamento "adulto" por exemplo, ou ditar como ou o que a pessoa tem que ser ou fazer algo em determinada idade é simplesmente problemático. Percebo que a cada dia, mais e mais, isso está ficando menos e menos lógico.
Crianças de dois anos já andam, falam e mexem no celular enquanto adultos de quarenta anos ainda compram action figures, bebês reborn e empinam pipas na rua.
Pra quê ficar definindo estereótipo de idade?
Eu tenho 23 anos, fico frustrada de não conseguir atingir as metas de adulto e também frustrada por não poder fazer minhas coisas de criança. Me deixem ser criança, me deixem ser quem eu sou ou pelo menos quem eu quero ser!
Essas expectativas acabam com a gente. Com 23 já era pra eu estar casada, com ao menos um filho, um emprego que pagasse ao menos dois mil por mês, um carro, deveria estar pagando meu apartamento, ter terminado a faculdade e trabalhar na minha área. Como é que se consegue isso? 
Hoje, tudo o que eu tenho é um emprego público que, pasmem, me consome demais devido ao trabalho excessivo que eu tenho que fazer – pois é, a propaganda do "funcionário público que ganha bem e não trabalha quase nada" foi uma simples ilusão – e que, mesmo com função ("promoção", por assim dizer), ainda me deixa com um salário menor que dois mil reais; a certeza de que não tenho condições para ter um filho; a dúvida eterna do que eu quero ser quando crescer – embora eu já tenha crescido há tempos –; revolta; frustração; negligência com a minha saúde; uma bicicleta; um colchão, uma escrivaninha e uma televisão (pra se um dia eu tiver uma casa); mais dúvidas e menos certezas.
Infelizmente essas expectativas geram frustração em qualquer um que não as consegue realizar. Nos tornamos adultos frustrados, correndo atrás do vento, de algo que é praticamente inalcançável. São poucos os que conseguem e é desanimados não ser um deles.
E como se não fosse ruim o suficiente, ainda te julgam se você sente vontade de sair correndo chorando pro colo da sua mãe, se resolve se distrair com seus jogos da infância ou assistindo animações. Te etiquetam de "bebezão" se você gasta todo seu dinheiro com guloseimas ou brinquedos de algo que você gosta; te chamam de inconveniente quando você tem uma dúvida, curiosidade ou questão que aparentemente pros outros não deveria ser perguntada; te ditam o que vestir; te falam o que vai ou não te fazer mal; como você tem que se comportar. Adultos são julgados o tempo todo por coisas que fazem e coisas que deveriam fazer, é um saco. Acho que é por isso que não consigo me considerar adulta, pois simplesmente não consigo aceitar essas condições. Acho ridículo acharem que eu sou menos responsável ou menos capaz de algo só porque gosto de usar tênis e mochila o tempo todo ou ter brinquedos na minha mesa, por ser brincalhona e preferir filmes de animação; comprar ursinho de pelúcia e colecionar alguns brinquedos do Mc Donald's.  Eu consigo ser os dois ao mesmo tempo e não gosto de ser encaixada em um padrão ou outro por causa de ações individuais. Eu não sou uma única ação, um único gosto, eu sou uma pessoa, um INDIVÍDUO, e não aceito ser caracterizada dessa forma. Cada pedaço de mim forma esse todo que sou EU, e meu eu é um todo cheio de pedaços (uns maiores, outros menores) das pessoas que passaram na minha vida.
Acho que por isso que a essa altura as pessoas ficam em crise. A gente começa a questionar tudo, pensar e repensar tudo a nossa volta e no nosso interior, principalmente no nosso interior e isso é muito tenso. Essa crise de identidade, quando você percebe que pode definir não quem você é, mas quem você quer ser e a dificuldade de decidir isso. Somos como um brinquedo de sucata, reaproveitando pedaços, traços, comportamentos e gostos das pessoas com quem vivemos direta ou indiretamente para construirmos essa coisa que chamamos de personalidade, uma coisa que, por mais que seja feita de muitas pessoas, é um produto final único, individual e complexo. E é essa complexidade que as vezes não é compreendida pelo outro. Querem que eu tenha definido quem eu sou. Só que eu conheço pessoas a todo instante e revejo e redefino quem eu sou e o que eu gosto e quero numa velocidade muito rápida e num movimento constante. Na essência eu posso ser a mesma pessoa, mas em relação ao resto é sempre mutável. Por exemplo hoje minha fruta preferida é abacaxi, o que eu odiava há doze anos atrás; os filmes de terror que eu amava antes hoje eu não assisto mais; antes eu tinha certeza que queria ser professora, hoje tenho certeza que não quero ser e assim por diante. Quase todas as certezas que eu tinha há anos atrás eu não tenho mais e as que eu tenho hoje talvez não existam daqui alguns anos.
Hoje, eu tenho uma necessidade imensa de satisfazer a Sabrina de 12 anos. Comprei os tênis que eu sempre quis naquela época, o videogame, os brinquedos... Me levo a todos os lugares que eu queria ir com aquela idade; ainda ouço todas as músicas que gostava naquela época, ou seja, vivo o presente baseado no meu passado, porque essa é a forma que eu aprendi a viver. Estou realizando hoje os sonhos que eu tinha quando tinha lá os meus doze anos, porque com essa idade, era tudo o que eu queria. 
Ninguém me explicou o que era ser adulto de verdade e o que isso implicaria. Não teve uma transição, um treinamento, um cursinho, um manual ou prova que fizessem pra saber se eu estava apta mesmo a "adultecer"; simplesmente fiz 18 e jogaram responsabilidades, expectativas e regras no meu colo e falaram: "se vira!". Horrível, né? Meu corpo cresceu e minha mente está perdida ainda tentando entender que merda é essa e onde eu estou. Crescer não foi facultativo pra mim e, gostaria de ter tido a opção de escolher se que queria isso pra mim ou não, sem julgamentos. As coisas acontecem muito rápido, num ritmo frenético e louco e sem muitas explicações. Queria processar quem inventou isso.
É tanta preocupação... Você tem que definir seu futuro e ao mesmo tempo já ir construindo ele. Não tem tempo pra planejamento, é ir pensando e fazendo, senão não dá tempo. Não é como a borboleta que, depois de lagarta ainda tem um tempo pra processamento antes da metamorfose, é pá pum, um estalo de dedos e você já é considerado adulto sem nem perceber.
Acho que talvez essa seja minha dificuldade, planejar o futuro. Eu não tenho tempo nem pra viver o agora, imagine o depois. Já pensou se eu planejo tudo e não consigo chegar lá? E se eu conseguir chegar, o que faço depois? Acho que hoje entendo porque pensam que jovens são inconsequentes e acham que não vão morrer, mas não é bem isso. No meu caso, como jovem, penso que o futuro é muito incerto pra gastar meu tempo todo pensando nele ou me privar de algo hoje por causa dele. Acho por exemplo que, já que a idade vai me privar de comer besteiras no futuro, tenho que aproveitar enquanto posso, da melhor forma possível, porque, ao contrário do que pensam, eu tenho certeza de que vou morrer e não sei quando, por isso tenho que fazer hoje tudo o que posso, aproveitar tudo, me dar o que eu puder, pois não sei o amanhã. Talvez esse ponto de vista meu seja incomum, mas pra mim faz todo o sentido. O que tiver que ser vai ser, simples assim. Não vou me restringir a ser feliz – é o único objetivo concreto de vida que eu tenho –, nem que seja comendo uma simples coxinha  com cremily, mesmo sabendo que vai me fazer mal depois. São essas minhas pequenas felicidades que me fazem conseguir seguir em frente a esse futuro tão incerto quanto o amanhã.



PS: Podem admirar, essa não é a Cristina Ricci, sou eu mesma de Vandinha/Wednesday Addams, #medeixaser.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Fotos boas? No more


Oi Spooks, tudo bem? Espero que sim, porque eu estou tremendo aqui de raiva, de cansaço, estou totalmente esgotada. Motivo: irmãos.
Hoje, depois de ficar quase dois meses sem minha câmera (por falta de pilhas, porque essas sumiram) resolvi ligar ela pra tirar foto da minha coleção de livros, coisa que já queria fazer há tempos, mas não fiz porque minhas pilhas subitamente tomaram rumo desconhecido.
Aí ligo minha câmera e a lente não sai, tiro o protetor de lente e ela continua travada. Percebo então que tem um amassado no aro que envolve a saída da lente. Depois de um esforço, consigo tirar esse aro e a lente finalmente sai. Desço para tirar minha foto e o que acontece? Nada. Simplesmente não aparece imagem nenhuma, é como se a lente continuasse tampada, simplesmente tudo preto. Conclusão: segunda câmera que perco por causa de uma irmã irresponsável. Eu realmente estou muito ferrada da vida, estou transbordando já de raiva.
Poxa! Por que que sempre é assim? Por que nunca posso ter nada que eu quero? Por que que sempre tem que estragar as minhas coisas? E ainda acha ruim se eu não empresto.
Não é a primeira, nem a segunda, nem a centésima vez.
Cara, eu estou farta! Estou muito cansada de ter que trabalhar oito horas por dia, suportando todo tipo de pessoa, ouvindo todo tipo de merda pra poder ter meu dinheiro e comprar as minhas coisas, pra ter as minhas próprias coisas, justamente pra não ter que pedir pros outros, pra não ter que pegar emprestado de ninguém e a pessoa vem e estraga, como se não fosse nada, como se eu tivesse cagado aquilo, como se não tivesse sido difícil conseguir.
Por que infernos eu não posso ter nada? Eu estou muito cansada disso. As vezes da vontade de sumir no mundo, morar num beco, ou sei lá.
Se ao menos soubessem quanto é difícil cara. Tipo, nem tenho dinheiro mais da passagem pra levar pro conserto, imagina pra consertar! Tipo, já era. Mais uma coisa minha que já era.
Era uma câmera cara, mas não é por ostentação não. Eu só achei que seria ótimo ter algo de qualidade, uma coisa boa mesmo, pra variar. Eu me dei de presente, porque se dependesse de qualquer outra pessoa ninguém ia me dar. 
Eu pensei em tanta coisa sabe? Tipo tirar fotos das Bandas, pra fazer uma divulgação melhor, fazer vídeos de boa qualidade dos shows, registrar os meus momentos, que ninguém mais se dispõe a registrar. Não foi pra ficar tirando foto e selfie seminua ostentando uma câmera cara pra ficar colocando no face e Instagram; não foi pra querer me achar pros meus amigos; e do mesmo jeito, não foi de graça.
Eu queria ser ruim o bastante pra fazer o mesmo com as pessoas que fizeram isso comigo, mas eu não consigo. Porque, diferente dessas pessoas, eu reconheço o que é meu, e não pego as coisas escondidas pra ferrar com elas. Diferente dessas criaturas, eu sei como é difícil trabalhar, como é difícil conseguir pagar suas contas e ao mesmo tempo ter um dinheiro pra gastar consigo mesma. Minha consciência não permite fazer esse tipo de coisa e depois sair impune. O mínimo que eu faria é tentar de alguma forma suprir o dano que eu causei. 
Mas quer saber Spooks, não posso fazer nada. Infelizmente, como todas as outras vezes, a única coisa que posso fazer é deixar pra lá, porque é isso que me dão de opção. Sinceramente estou cansada de deixar pra lá, estou esgotada.
Obrigada por me "ouvirem" mais uma vez. Já ajudou bastante.
E se algum de vocês também passa por isso, não se sinta o único, estamos todos infelizmente na mesma merda de barco.
Boa noite!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Um alguém

Olá, meus Spooks, tudo bem?
Hoje estou aqui simplesmente pra tentar dizer um pouco de como tenho me sentido ultimamente.
Estou me tornando um dos tipos de pessoas que me desagrada muito ser: uma pessoa carente.
Não sei se já disse aqui, mas pessoas carentes me sufocam, me estressam, e esse é um dos motivos para eu não gostar tanto de cachorros. Na minha concepção as pessoas devem ser independentes e conseguir viver sem necessitar extremamente da presença de outras pessoas.
Mas meu caso de carência é diferente.
Não quero ter alguém o tempo inteiro comigo, não quero alguém pra chamar de meu.
Só quero ter alguma companhia que me tire do tédio, sem cobranças e complicações. Quero alguém que esteja comigo simplesmente pra curtir o momento. Não quero alguém pra namorar, nem que esteja esperando nada em troca por estar comigo.
Quero alguém que me tire de casa, com quem eu possa passear, ter um tempo de qualidade, sair, me divertir, conversar. Alguém que me faça acreditar que sair, explorar novos lugares faz muito bem. Uma amiga, um amigo que eu possa compartilhar idéias e momentos diferentes, sem cobrança, sem interesses, sem expectativas.
Quero alguém que possa me fazer viver de verdade, no estilo Carpe Diem, aproveitando cada dia, saindo da rotina.
Alguém pra rir, pra chorar junto, ou apenas pra tomar um refri na lanchonete da esquina.


Quero me sentir parte de um todo, não um simples anexo no mundo.
Já cheguei a pensar que só teria isso namorando, me enganei demais. Ultimamente até tenho pensado em ser mãe.
As vezes me preocupo, tenho medo dessa minha necessidade repentina me consumir e eu não conseguir viver sem alguém.
Na verdade, só quero uma companhia, algo que preencha meu tempo com alegria.
Um amigo, um namorado, um filho, tanto faz. Eu só quero um alguém.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Pessoas, por favor! Não, né?


Oi Spooks, tudo bem?
Mais uma vez hoje venho aqui para reclamar, kkk.
Reclamar das pessoas que ficam postando mensagens, vídeos, imagens de ódio no face e sites e afins.
Sinceramente, acho que essas pessoas tem pouquíssimo ou nenhuma empatia, simplesmente são pessoas que não tem a capacidade de tentar enxergar o ponto de vista e se colocar no lugar do outro. Julgam, discriminam, e, muitas vezes promovem a discórdia e violência em prol de seus próprios interesses e ideais.
No meu Facebook está cheio desse tipo de pessoa. Pessoas com comentários religiosos, de gênero, políticos, musicais, esportivos e racistas tão fortes que chegam a parecer de extremo ódio.
Pra que isso pessoas? Pra que essa revolta? Por favor!
Todo mundo tem direito de ter opinião sobre alguma coisa, não tenho problemas com isso. Eu mesma sou contra um monte de coisas que acontecem hoje em dia, tenho sim alguns preconceitos.
Vou usar como exemplo o funk pesadão. Não é um tipo de música que eu gosto, que me agrada. Tenho diversos motivos (que não vou citar agora) para não gostar desse tipo de música e é uma coisa que, ao meu ver é errado, totalmente não aceitável pela minha consciência. Nem por isso generalizo e xingo as pessoas que ouvem este tipo de música ou penso nelas como "detestáveis" ou "indignas" ou "desmerecedoras do céu", ou até mesmo "burras". Simplesmente me coloco no lugar da pessoa e penso que ela tem o direito de ouvir o que quiser, e, se isso a agrada, que mal tem? Que prejuízo eu vou ter com isso? Isso é motivo para eu odiar essas pessoas? É motivo para ficar rotulando elas na internet e ficar esvaindo ódio por elas e tentar convencer outros da minha opinião? Não! Isso só vai fazer eu ficar pior, porque quem vai estar brava sou eu, enquanto a pessoa vai continuar sendo, fazendo e ouvindo o que ela quiser (e que fique bem claro também que não estou tentando convencer ninguém da minha opinião).
Do mesmo jeito que eu não faço isso, não gosto que façam e, sinceramente, tá ficando cada vez mais difícil conseguir fugir de pessoas que fazem isso.
Decidi que isso realmente faz muito mal para mim e me deixa estressada, o que me fez excluir e bloquear essas pessoas e, que fique bem claro que não tentei impor minha opinião a todo custo naquela pessoa e ficar discutindo até ela mudar de opinião e mudar o post antes de excluí-las. Simplesmente não gostei e excluí, exatamente porque sei que eu não vou mudar a pessoa e sim gerar mais ódio nela.
Gente! É tão simples! Se aquilo te incomoda, sai de perto! Muda seu caminho, coloca outra música pra ouvir, muda de canal, exclui! Não pague ódio com mais ódio.
Quer expressar sua opinião? Beleza, mas faz isso sem prejudicar ninguém, valeu?
Se você é de direita, de esquerda, se é religioso, homofóbico, racista, funkeiro, roqueiro, axézeiro, forrozeiro, gospel, reggaero, se gosta de pop, se usa drogas ou não usa, se estuda ou não ou qualquer outra coisa que seja, por mim, de boa. Isso desde que consiga respeitar as outras pessoas como quer que elas sejam ou do que quer que elas gostem ou façam.
Respeito. Respeito é tudo que o mundo precisa pra seguir em frente e em paz. Você pode até não aceitar ou entender porque a pessoa é daquele jeito, mas o mínimo que devemos a ela, e a todos a nossa volta é respeito.
Se for assim tão abominável a pessoa ou os atos dela pra vc, pense apenas que todo ato tem sua consequência, e fica com a mente em paz.
Desestressa povo!
Fui!

terça-feira, 3 de março de 2015

Momento Pernilongo

Olá Spooks, tudo bem?
Estou aqui hoje com uma nova categoria do site, o "MOMENTO PERNILONGO".
Bem, vocês sabem como pernilongo é um inseto irritante com aquele zumbido insuportável em nossos ouvidos, não é mesmo? Pois bem, essa categoria tem um pouco a ver com isso, um post para alugar os "ouvidos" de vocês com zumbidos da minha semana. Zumbidos porque, pode ser que para vocês não faça sentido nenhum, principalmente por eu não poder falar publicamente os fatos que aconteceram em si e não poder citar as pessoas envolvidas.
Não vai ser toda semana que eu vou postar, fiquem tranquilos kkk.


Bem, semana passada foi uma semana bem chata, atípica e entediante.
Me dei conta de como algumas pessoas são superficiais, controladoras, de como outras não parecem viver nesse mundo, de algumas que são muito imaturas e de outras que se afetam demais.
Essa semana se resumiu em indignação. Como as pessoas podem ser assim?

Tem gente que briga por qualquer coisa e em contrapartida gente que parece que provoca pra arranjar briga!
Já perdi a conta de quantas vezes me envolvem ou o meu nome em problemas alheios à mim, ou para dividir a culpa ou pra provocar outra pessoa, ou apenas pra ter a quem culpar.
Já me vi tantas vezes inserida involuntariamente em problemas de outras pessoas, a maioria sem eu tomar conhecimento, que já poderia colocar como habilidade no meu currículo ou considerar um dom.
Eu fico tão indignada e, ao mesmo tempo com tanta raiva quando fazem isso comigo, que simplesmente dá vontade de nem falar mais com a pessoa.
Tudo o que eu menos quero nessa vida é mais problemas, gente! Eu já tenho tantos! O que custa cada um ficar com o seu?

Ao mesmo tempo, por que tanta gente se sente tão afetada assim por mim? Não sou o Papa, nem o presidente para as pessoas se sentirem assim. Talvez se as pessoas se afetassem menos, me usariam menos como estopim de problemas e todos seríamos felizes para sempre.

Outro caso de "Happily Ever After" seria se as pessoas tentassem mandar menos umas nas outras. Eu estou tão exausta de pessoas sem cacife o bastante tentarem mandar em mim... Que necessidade ridícula é essa? Por que tem esse povo que gosta tanto de pagar de chefe? Por que só o que eles pedem ou fazem que pode ser importante? Esse tipo de pessoa me tira o juízo! Parece que, para eles, nada do que você precisa fazer realmente importa, então ficam mandando fazer as coisas que são importantes na opinião deles, que, particularmente para eles é como se fosse a "verdade universal" (Desculpem o excesso de "importantes" no parágrafo.). Me poupem!

Pra mim esses tipos de pessoas são todas imaturas, parecendo bebê fazendo manha, pra conseguir atenção ou um doce. Para eles, nada mais importa: nem as pessoas que são afetadas pelas atitudes deles, nem se alguém vai pagar por uma coisa que não fez apenas para encobri-los ou satisfazerem as birras e mimos deles. 

Sinceramente, não sou peça de xadrez, nem para ter meus movimentos controlados e nem para servir de sacrifício pra proteger uma outra peça que se acha o "rei". Basta!

Pronto, falei. Estou até mais leve agora. Zumbido final. Obrigada Spooks.



 
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